Esta Pessoa Não Existe: site gera fotos realistas criadas por robôs

Existe um site na internet que gera fotografias de pessoas… que não existem. Qualquer um que acessa a página pode pensar que são fotos tiradas aleatoriamente de perfis do Linkedin, mas nenhum dos rostos mostrados pertencem a alguém de verdade.

Tudo faz parte de um experimento onde um algoritmo de inteligência artificial gera imagens que nenhum ser humano acreditaria não serem de alguém real. Cada vez que a página é atualizada, uma foto extremamente realista — mas falsa — é gerada.

O projeto foi criado por um engenheiro de software do Uber chamado Phillip Wang. O objetivo é demonstrar o poder das chamadas Generative Adversarial Networks (GAN), ou Redes Contraditórias Generativas em tradução livre.

Nos bastidores, o código que torna isso possível, apelidado de StyleGAN, foi escrito pela NVidia e apresentado em um paper. Ele tem o potencial de revolucionar a tecnologia usada em jogos de videogame e modelagem 3D.

Porém, assim como qualquer tecnologia, pode virar uma faca de dois gumes e ser usada para produzir os chamados deepfakes com maior facilidade e qualidade fotográfica. Deepfakes são imagens geradas por computador coladas sobre fotos e vídeos existentes.

Através deles é possível levar as notícias falsas a um novo nível ou ridicularizar pessoas ao colocar seus rostos em vídeos pornôs, por exemplo. O GAN usado pelo site This Person Does Not Exist funciona a partir de duas redes distintas.

Tem a rede geradora e a rede discriminadora. Ambos os programas de computador competem milhões e milhões de vezes para refinar suas habilidades de geração de imagens até serem capazes de criar as fotos realistas que nos derrubam o queixo.

Até a NVidia entrar no jogo (trocadilho não proposital), os desenvolvedores originais da tecnologia não conseguiam criar imagens de alta qualidade com resolução 1024 x 1024. E as coisas continuaram assim até recentemente, em 2017.

Então a famosa fabricante de placas de vídeo desvendou o código usando uma técnica chamada ProGAN descrita num paper lançado por ela. O StyleGAN se baseia nesse conceito permitindo aos pesquisadores terem maior controle sobre recursos visuais.

Por fazer parte do mercado de GPUs, a NVidia foi capaz de ter sucesso ao brincar com essas redes de inteligência artificial. Como não usa as tradicionais CPUs que cuidam da maior parte das operações dos computadores, deram fôlego ao trabalho dos robôs.

GPUs, ou Unidades de Processamento Gráfico, lidam bem melhor com multiplicação rápida de uma infinidade de linhas e colunas de números, o que é justamente o que acontece embaixo dos panos quando se treina inteligências artificiais.

Assustador mas muito interessante, não é? Para saber mais, leia o texto original (em inglês) no site Inverse. PS.: a foto que ilustra o post apresenta uma pessoa que existe sim mas está sendo usada de forma meramente ilustrativa.

Você gostou do que leu? Dê um Amei!