As notícias falsas não são coisa nova, mas nos últimos anos elas ganharam muita força. Em época de eleição, as fake news empenham jornalistas que não ficam sem ter o que checar.

Além das redes sociais e blogs, o WhatsApp é dos terrenos mais férteis para elas. Mas existem muitas iniciativas independentes e de grandes portais que se debruçam sobre informações recebidas de todo país.

Grandes veículos

O G1, portal do notícias da Globo, tinha a editoria “É ou Não É“. Ela agora deixa de ser alimentada em prol do Fato ou Fake, uma iniciativa conjunta de veículos globais de jornalismo.

O jornal O Estado de S. Paulo, por sua vez, lançou um projeto com as mesmas finalidades chamado Estadão Verifica. Mas o foco nesse caso parece não se distanciar muito do assunto política.

Iniciativas independentes

Entre os grupos não associados a grandes conglomerados, temos vários nomes. A Agência Pública, Aos Fatos, Agência Lupa e Ponte Jornalismo são algumas das iniciativas na luta contra o que não é verdade.

A Agência Lupa e o Aos Fatos, inclusive, fazem parte da International Fact-checking Network, que é uma rede internacional de checadores com diretrizes de transparência, ética e contando com auditoria independente.

Também podemos dar uma olhada no ChecaZap, uma iniciativa da Escola de Jornalismo Énóis e da data_labe. Eles checam semanalmente informações que circulam nas redes sociais e WhatsApp.

O resultado é publicado de volta no mensageiro, além do Twitter com a hashtag #checazap, no HuffPost Brasil, na página Quebrando o Tabu no Facebook e em boletins na Rádio CBN.

Não seja enganado

Sempre que receber alguma notícia suspeita, confira a fonte ou procure informações em veículos confiáveis sobre o que está sendo alardeado. Ver se o assunto foi tratado por um dos sites acima é um começo.

Uma simples busca no Google também ajuda. Caso não encontre nada a respeito, utilize os canais dos projetos verificadores (como site ou encaminhamento via WhatsApp) para enviar o que você recebeu.

Não passe para outros contatos. Não acredite em algo só por ter sido enviado por uma pessoa de confiança. Receber notícias que vão de encontro ao seu viés ideológico também não as torna verdade no ato.

Do mesmo modo, algo que vai contra a sua posição política ou candidato também não torna aquilo mentira. Um grande problema é que as pessoas elegem Messias e salvadores, considerando-os imaculados.

Assim, qualquer tentativa de mostrar um lado menos atraente, acaba sendo tratada como um ataque do “time” inimigo. Controle suas paixões e não encaminhe nada suspeito sem checar antes.

Convencendo as pessoas

Um dos modos para fazer as pessoas baterem o olho e encaminharem a mensagem falsa é tirar a credibilidade da imprensa. Assim, dizem que os veículos se negaram a publicar a notícia a mando de algo ou alguém.

Nem preciso dizer que isso faz parte da mentira, certo? Tire o chapéu de papel alumínio e evite cair nessas teorias da conspiração. Também é comum o uso de robôs para influenciar a percepção sobre um assunto.

Outra técnica é criar sites e blogs para dar “credibilidade” à notícia citando uns aos outros como fonte. Costumam também retirar ou alterar a data da publicação, resgatando coisas do passado e tirando-as de contexto.

Bom, para mentir e distorcer, as técnicas usadas são inúmeras. A lista continua. Para se proteger, confira estas…

Dicas rápidas

Aqui estão elas:

  • Sempre cheque a fonte;
  • Pesquise a mesma notícia em veículos confiáveis;
  • Preste atenção no endereço do link;
  • Não se limite a ler a chamada;
  • Veja se algum autor é mencionado e se tem credibilidade;
  • Não dê bola para coisas absurdas demais;
  • Preste atenção na qualidade do texto e na ortografia;
  • Confira a data da publicação, se ela existir;
  • Faça uma busca reversa das imagens;
  • Desconfie de notícias que usam muitos adjetivos;
  • Não acredite em tudo o que está nas redes e mensageiros;
  • Cuidado com conteúdo político e suas paixões.

É isso, pessoal. Se cuidem, a internet é escura e cheia de terrores. E estamos tratando dos rumos de um país continental.